Aqui e ali, quase sempre nos arredores das povoações, também as hortas e pomares se mostravam em toda a sua beleza. De outro tipo: frutos do trabalho e do querer do homem. E da mulher!!! Dando ânimo à nossa alma!
O Encontro deste ano revestia-se de alguma angústia, que se tornará cada vez mais frequente, com o avançar dos anos. Inevitável! Havia já a certeza de que a Idalina Gaspar - a Serraninho já se fora há 4 anos - não cumpriria a promessa de "até p'ro ano" com que nos despedíramos. Doença rápida levou-a, para sempre, de um convívio que tanto animara e pelo qual tanto lutara. Na Missa recordámos os que não mais voltarão e agradecemos pelos que vivem, ali presentes, ou que não puderam/quiseram aparecer. Excelente a homilia do Padre Martinho, por sinal ex-aluno do Tó Tonel, ali presente, pouco dado a estas coisas de religião. A vida brinda-nos com estas partidas: eu, toda a vida armado em "pregador" e nem um aluno no seminário!!!
Não via o Firmino há 48 anos. E outros! E outras! "Estás na mesma, malandro"... "Continuas linda, como em 1961"... "Tu estás mais barrigudo; que fizeste ao cabelo?"... Risos e gargalhadas, com estas "mentiras piedosas" ou verdades adocicads... E a/s Carmo/s. A Carolina, a mais novinha do Curso. Garantidamente, ainda bem atraente. E a Maria dos Anjos. Com ela e as Carmos são 3 da Sobreira Formosa. A Maria José, da Idanha, a quem pergunto pela D. Bernarda - fomos colegas em Proença-a-Velha - agora entretida com as "Adufeiras", certamente a preparar a festa da Senhora do Almurtão, daqui a 2 dias. "Já está velhota, mas rija", como se nós não o estivéssemos, e nem sempre rijos... A Laidinha e a Francisca tomaram conta da organização. A Francisca, a dançar, toma o estilo da Sylvie Vartin. Disse-lho. Desconhecia... ou fingiu. Dancei uma marchinha com ela. "Não oiças a letra, que esta música pimba é horrível", dizia-me. E não ouvi. "Homem honrado não tem ouvidos". Foi primeira vez que dancei com uma "garota" do meu Curso!!! Quando as tinha ali "à mão de semear" não sabia dançar. Depois... o tempo voou. O Luís e o Adelino ficarão com o encargo para 2010. "Olha o Mário Rocha. Vi-te nas Caldas, quando lá fiz a recruta!" Uma eternidade... O Tó Domingos apareceu, finalmente. Com o estilo de "Conde", de sempre. Mesmo quando se baldava às aulas e afligia o Dr. Frade Correia para que não perdesse o ano por faltas. Tem tido poucas ralações, nota-se no seu aspecto. Impecável! Pedi à esposa que tirasse uma foto do grupo com a minha máquina e quase só fiquei eu e a parede. Talvez tivesse medo de me cortar... Assim fiquei ao centro - estava na ponta - e não vou publicar. A Amália, a Fernanda, a Madalena - fez-me pena o seu ar "aéreo" ... Não mudou. Pareceu-me que nem a "paixão" pelo Adelino. As fitas que ela fez para o fotografar. Mas acho que "levou a bicicleta" . O Domingos, guarda-redes da equipa e dos "frangos"... Fazer discursos é a sua especialidade. Faltou o Manuel. O "rapaz" mais divertido que conheço. Há dois anos passou um mau bocado e esteve frente a frente com "Ela"... Desta vez foi uma das filhas que estava de partida. Cada uma em seu canto do Mundo. O Sanches e a Mercedes. Serenos e lindos. Dançaram os dois. Só p´ra eles. Como de costume ficámos na mesma mesa. A Aurorita, que viajou no inter-cidades sem nos darmos conta. Vive na Costa da Caparica. Foi cá uma "brasa"... Continua linda! O G. e a B. estarão a viver uma "história" bonita? Oxalá que sim! Eu gosto tanto dos dois que lhes desejo todo o bem do Mundo. E merecem-no. A Amália, doce, serena. Parece uma santa. A Fátima e a prima Emília, esta a vir pela primeira vez. O Zé Pinto. Não sei o que faz para estar tão elegante. Bom, o Tonel também não está mal. A Nelly sempre com as anedotas picantes. Nem lhe assenta o almoço, se não contar pelo menos uma para todos. Fora as que saem à mesa... Terrível, esta cachopa! E o Quim grande!! Rica vida tem levado este rapaz. Nunca se esquece de me contar a história: ao dar posse à minha irmã, lá em V. Franca, "Eu tive um colega com estes apelidos" "É meu irmão" "Não pode ser; ele só tem UM irmão" "É que eu nasci fora de prazo". E lá vem mais um abraço e uma sonora gargalhada. O José Barata apresentou-se com um livro de poesias. Algumas foram ditas. Gostei muito de uma delas. O "grande amor" com a Estrela? Ela já não veio. Nada é eterno... O Leonel, sempre presente, com as dificuldades de quem sofreu uma trombose. Antes do tempo. A doença vem sempre "antes do tempo"... A Eluísa - está assim no registo... - e a Estela estão com bom aspecto. Com a Estela a brincadeira do costume "Então ainda ouves o "Stella, Stella" do Marino Marini???" Há coisas que nunca esquecem. E sorrimos com alegria. A Manuela Fróis vem de longe. Com eu. Tem sido assídua e gostámos de rever-nos. A Maria do Rosário continua com aquela ar de garota travessa que sempre lhe conheci. Esquiva a atraente, ao mesmo tempo. É das que menos perderam "com a idade". A Zélia, veio pela primeira vez. Serena. Como sempre, está uma linda também. A Rosalina cheia de serenidade de quem viveu uma vida sem sobressaltos. Seria? Deus queira que sim.
A refeição foi o que menos interessou. Nada de espantar, mas o espaço é uma maravilha. E prefiro comer "pior" e estar à larga, com grande conforto. Um salão de hotel só p´ra nós. Se pudesse, teria comido apenas queijos e presunto. Dos melhores. Mas este colesterol é terrível. Interrogo-me sempre sobre o nosso destino: o que é bom ... ou faz mal ...ou é pecado!!! Que "tragédia"!
Já não assisti ao partir do bolo. A Laidinha telefonou-me - interessando-se pela minha chegada, uma querida, como sempre, bem maltratada pela vida!!! - e disse-me que estiveram até perto das 19 horas. Eu quis vir no "inter" das 16. Andar em Lisboa, pelas tantas da noite, nos túneis do Metro ou nas estações de comboio, é coisa que já não dá para a minha idade. Nem para muitos mais novos. Voltei a encher os olhos de verde, de terra, de água, de beleza. Agora me lembro: não vi qualquer rebanho. Que se passará, havendo tantas pastagens???
Às 21 horas entrava em casa. Não me lembro de adormecer. E esta?! Graças a Deus!!!
Idalina, não estavas lá, mas sempre foste uma romântica. Tenho a certeza de que gostavas destas e há muito tempo que as não ouvias. Aqui te ficam com a minha, com a nossa saudade! Não te esqueceremos!